
Como se uma corrente envolvida em minha garganta estivesse por segurar essas palavras malditas descontroladas e impulsivas, eu me aguentei e pior do que a dor aguda de minha garganta presa era ter que engolir essas palavras tão cheias de veneno, ele me fazia tão mal.
As lágrimas quase derramadas eram ódio puro outrora era só dor, uma dor guardada a sete chaves no armário obscuro das entrelinhas da minha vida, um lugar onde nem eu me sentia bem em relembrar, as perdas causadas por tantas falhas em mim corroía cada parte da minha alma, era quase como uma dor constante, não uma dor física mas uma agonia eterna e imutável.
Eu era a entrada para um lugar onde poucos estariam habilitados ou interessados em chegar, o meu interior confuso e misterioso atraiu mais do que distanciou mas os meus olhos quentes e nada simpáticos impediam que a barreira fosse quebrada, ninguém se atreveria a enfrentar minha infinita confusão de sentimentos, eu era antes calorosamente ansiosa, capaz e falsamente amável, eu era forte, agora eu era nada mais que uma paranóia viva, calculando e dando passos errados, observando com olhos turvos mais um dia colorido e agora parecia tão interminável, cada instante tão eterno, 'minha infinita loucura' foi o que me tornei.