sábado, 8 de novembro de 2008

Fim.


Sábado, um dia normal para qualquer um, para mim também sendo apenas mais um nessa imensidão de gente. Acordei como todos os dias cansado do trabalho e do dia-a-dia, olhei no relógio que fica ao lado na cabeceira da minha cama e já eram 07:00 a.m apressei-me como sempre e nem me importei em não tomar café, tomaria no caminho como a maioria das pessoas que vivem aqui nessa cidade que não para.


Caminhei em direção a avenida na qual todos dias caminho até o metrô, era uma manhã fria e calada. E tão rápido de longe avistei alguém que parecia alheia àquilo tudo, parecia sorrir em um lugar onde alegria não se vê, e a poucos metros de chegar ao meu novo ponto de partida eu não sabia e não podia tirar os olhos daquela linda visão, ela tinha graça no olhar e seus gestos eram mais do que palavras, eu sorri para ela e ela sorriu de volta, em poucos minutos já não podia vê-la no meio da multidão.


Passei aquele dia imaginando como faria para encontrar alguém assim tão bela e majestosa em um lugar como esse, mas na realidade idéias não me vinham, não via nada além de seu sorriso, seus olhos castanhos quase cor de mel me envolveram como nenhuma outra.


Passou-se algum tempo e ela já havia quase sumido de meus pensamentos, tantos afazeres que quase não tinha tempo para pensar na moça que sorria. Saí para dar uma volta e esquecer de tudo que se passava aqui nesse mundo cão ao qual perteço desesperadamente, passei por onde repentinamente vi a bela moça na manhã de sábado, perguntei a um mendigo se sabia algo sobre a bela moça de todas as manhãs, ele me disse com um tom de voz triste que a bela moça que muito sorria, só sorria por que enfim a vida lhe dizia que já era hora de partir, partir desse lugar, a bela moça sorria porque não podia mais chorar e quando a dor lhe invadia ela sorria de volta e esperançosa ela pedia para que cada manhã sorrindo talvez fosse seu ultimo dia bem vivido.