Era estranho agora ter que ver você me ignorar a cada esquina, parecia que nunca houve algo entre nós e o pior de tudo é que você não estava por aí sozinha, ou triste, você estava com ele, sempre esperando a oportunidade perfeita para fazer a ferida em meu peito doer cada vez mais, vocês pareciam feitos um pro outro sem dúvidas.
Ele era sempre tão irreal nada parecido com o que eu tentei ser pra você durante todo esse tempo, ele não precisaria esconder seu passado ou hesitar em chegar perto de mais, ele era o cara normal com quem você sempre deveria ter ficado. Mas a minha vontade de matar ele não havia passado totalmente, por mais que o que você tenha dito parecia completamente sincero, talvez você estivesse tentando me afastar, você sempre soube que eu não seria capaz de fazer qualquer coisa que não fosse da sua vontade, você teria aprendido como lidar comigo.
Mas olhando pra você pude sentir que estava fora de controle agora, você sabia de toda a verdade e eu não sabia como você havia descoberto, eu poderia simplesmente abrir mão de todo o meu alto controle e acabar com a vida desse cara, mas se a vida dele fosse ‘preciosa’ pra você, seria eu capaz? Eu não sei a que ponto chegaria, se ele fosse importante pra você agora, eu não poderia fazer nada além de te deixar viver, ir embora talvez e ser só mais um assassino perdido, sem rumo.
Encontrei-te de novo, dessa vez foi tão inusitado que não pude evitar te olhar delicadamente como antes eu fizera, mas agora eu teria de ser cuidadoso, você não era mais algo que me ‘pertencia’, você estava estonteante, não meramente linda, parecia como margaridas, claras e delicadamente perfeitas, a maneira como você jogava seu cabelo nervosamente enquanto esperava por algo parecia delicadamente como toques em uma harpa, talvez existisse algo em você que não fosse perfeito, mas não me prenderia em procurar algo tão impossível. Seus olhos se alertaram quando o novo cara caminhava em sua direção ao fundo do corredor, ele parecia tão incrivelmente... Superficial, mas não me prendi a ele, observei como você reagiria a isso. Porque agora parecia tão terrível ver você sorrir? Uma voz dentro de mim gritava tentando evitar que você sorrisse para alguém além de mim, e aquela vontade impulsiva me invadiu novamente, eu queria realmente matar ele, mas agora eu não podia ver você sorrindo para ele de tal forma me fez pensar no quanto você sofreria se eu acabasse com a sua mísera vida, ele agora fazia parte da sua preciosa vida.
Hei! – Eu gritei, quando o vi se aproximando, eu não pude evitar, eu sabia que meu lugar não era mais ali ao seu lado, mas era como se uma energia me empurrasse para isso. Seus olhos furiosos ao ouvir minha voz me encararam, tentei desviar o olhar, mas agora minha pele queimava como da primeira vez que você me olhou – O que você está fazendo aqui Josh?! Eu não quero mais... – Eu a interrompi na hora, não sei o que houve no instante que as palavras saíram, mas eu o fiz – Eu só vim dizer adeus, eu só queria me despedir e mais uma coisa, Esther... – Eu não iria dizer que a amava, por mais que quisesse, por mais que as palavras queimassem minha garganta, do que importava agora dizer, então eu disse baixinho andando em direção a saída – Eu te amo Esther - Não sabia pra onde iria, eu só a deixaria em paz.
An Epiphany!
Há 14 anos

