Estávamos mantendo nossos encontros como segredo, costumávamos nós ver durante a noite enquanto seus pais não estivessem por perto, eu não estava muito certo sobre o que faria, mas nós teríamos que fazer algumas mudanças a nosso respeito, você estava me envolvendo cada dia mais, nós estávamos muito próximos, até que ponto eu poderia ser o que você precisa? Eu não poderia arriscar de mais e te perder, você era meu vicio agora ou meu veneno.
Você não disse uma palavra se quer no caminho de volta para sua casa, esperei que cada suspiro seu fosse uma mínima palavra, mas não era. Deixei-te em casa, você estava estranha, estava me evitando e nem me arrisquei a questionar o que era talvez o silêncio quisesse dizer alguma coisa, fui embora.
No dia seguinte você não me procurou, ‘talvez eu devesse deixar você tomar as suas decisões’ eu pensei, deixei passar, mas nos outros dias que passaram você não me procurou e me perguntei se isso seria o fim, que motivos você teria. Pensei em te encontrar, em algum lugar que você não pudesse me esconder nada, se era o fim eu deveria saber. Esperei-te em frente a sua casa, mas já estava tarde e você não costumava sair com freqüência a noite então resolvi procurar por alguns lugares de novo, talvez tivesse saído depois da aula com as amigas, estaria me evitando então as amigas eram a sua fuga. No restaurante alí perto,você estava linda, com seu vestido lilás e um sorriso estampado, você parecia como o céu no amanhecer, seus olhos cor de mel faziam a melhor combinação com o vestido lilás, parecia com o meu céu, mas você estava sorrindo para outra pessoa, era um cara muito diferente, ele tinha olhos mais claros que o seus quase em um azul acinzentado, seu cabelo castanho claro combinava perfeitamente com suas roupas de garoto rico, não rico mas algo que combinava com você muito mais do eu, então era isso... Você tinha encontrado alguém, bem melhor do que eu.
Saí de lá com a fúria em meus olhos, não a culparia de não gostar de alguém como eu, eu não era nada amigável quando estava com olhos furiosos eu podia saber, eu não deveria, mas a minha vontade agora era de arrancar você daquele lugar com toda aquela gente superficial e estranha, de matar aquele cara. Eu esperei no escuro, aumentando minha raiva a cada minuto, eu iria esmagar cada parte dele, eu iria a fazer entender que você é só minha.
Vocês saíram você estava tão feliz e me perguntei se quando você estava comigo eu te fazia sorrir tanto quanto ele fazia, se você era melhor ao lado dele, enquanto pensava nisso eu agarrei ele pela gola da camisa fina, ele parecia amedrontado, você me reconheceu na hora, eu podia ouvir a respiração ofegante dele misturada com a sua, respiração furiosa, você gritava – Largue ele Josh! Deixe-o em paz, é o que eu quero! – quando você disse isso, eu tive que o deixar cair, você o queria, era isso. – Eu descobri tudo, você nunca mudaria você sempre será o mesmo assassino de sempre, eu te perdoaria, mas droga! Você nunca me disse! – Eu não poderia dizer, ela não entende que se eu a contasse teria a mesma reação, ela iria me deixar mais cedo ou mais tarde, agora era tão tarde, ela sabia toda a verdade e estava disposta a me esquecer, eu era apenas mais um assassino sujo agora
An Epiphany!
Há 14 anos

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